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    Princípio 2: “Equilíbrio”

    Na rota dos 12 princípios que prometi apresentar, trago o segundo deles: “Quando forço algo a um fim, produzo o contrário a este fim. Tudo que quero lograr tem um preço justo, e devo pagá-lo com trabalho e empenho, ou de qualquer outra maneira, nem mais nem menos”.

     

    Nesses novos estudos que tenho feito, confesso que esse segundo princípio foi um dos que mais chamou minha atenção – tanto por atrair, quanto por causar certa repulsa. Por isso mesmo pensei: ‘aí tem coisa’. É o princípio que enquadra os controladores e, por sua lei de dualidade, também rege os preguiçosos. Os leitores já viram outras reflexões minhas a respeito da busca por uma vida mais leve, menos controladora e organizada. Todos sabem: quando a gente faz planos, Deus senta e ri da nossa cara. Não tem jeito. A vida vem e nos dá uma rasteira. Não há controle, não temos esse poder. Quem acha que tem como controlar os fatos está iludido. É pura fumaça.

     

    O trabalho para abrir mão desse ilusório controle é longo. A gente vai atestando que não dá para controlar, cabeçada após cabeçada. Mesmo anos depois de ter percebido essa verdade, me pego todos os dias reincidindo nesses atos de uma forma padronizada, quase primitiva. É por isso que quando dei de cara com o segundo princípio, estremeci. Eu sabia do que ele estava falando. Ele estava ali, me chamando de burra, tola, ineficiente: “Ô abestada! Se você forçar algo a um fim, vai acabar se ferrando. Não adianta! Não aprendeu ainda?” E, por outro lado, quem também não coloca empenho suficiente, não sai do lugar. É preciso equilíbrio.

     

    Resolvi então, debaixo da minha teimosia burra, dar o braço a torcer, refletir e colocar em prática os exercícios que ensinam esse segundo princípio. E, para minha grata surpresa, tenho conseguido ver como a vida fica mais fácil, mais prazerosa a cada pequena vitória! Tenho assumido minhas impotências para mim mesma. Tenho estado atenta a essa parte dentro de nós que se sabe impotente, mas insiste em forçar. Falo aqui da nossa criança interna, birrenta, impulsiva: “Eu quero, eu quero, eu quero – Eu forço, eu forço, eu forço”. Aplicar isso no convívio com as demais pessoas da nossa vida é um alívio para todos a nossa volta. Agora, aplicar isso no convívio com nossas auto-imposições é li-be-ra-dor!

     

    Afinal, costumamos ser nossos maiores ‘carrascos’. E também nossos maiores ‘justificadores’, especialmente quando não colocamos a energia suficiente para realizar algum projeto. Imagine a seguinte cena: uma balança na qual um prato contém sua parte emocional, aquela que força, que quer tudo para si. No outro prato, está aquilo que desejamos conquistar. Para chegar ao equilíbrio da balança, os pesos em ambos os pratos precisam estar de acordo. Não dá para forçar demais, se não o objetivo se distancia lá no alto. Também não dá para ficar parado e deixar de empregar a força necessária para concretizar esse mesmo objetivo, trazendo-o para a linha de realização em equilíbrio.

     

    A mente sabe o que quer. As emoções têm o poder para realizar. Se o querer e o poder entram em acordo, o corpo físico tem todas as condições para fazer acontecer. A fórmula é simples e está em suas mãos. Força e coragem!

     

    Daniela Guima é jornalista.



    Escrito por Dani Guima às 17h09
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    Princípio 1: "Evolução"

    Há cerca de dois meses comecei a ter acesso a um conhecimento bastante interessante. Trata-se de doze princípios que regem o comportamento humano e que trazem harmonia para as pessoas que se dispuserem a colocá-los em prática. Como estamos todos no mesmo barco, desejo dividi-los com vocês neste e nos próximos 11 textos que, se Deus quiser, estão por vir. O primeiro princípio diz: “Ir a favor da evolução das pessoas, coisas ou situações é ir a favor de ti mesmo”.

     

    Embora tenhamos crescido sentindo que estamos separados dos demais, que cada um cuida da sua vida, na verdade, estamos ligados a todas as pessoas nesse nosso planeta chamado Terra. O gás que é lançado na atmosfera pelas indústrias dos países desenvolvidos desequilibra o ecossistema como um todo. A doença que surge num país qualquer, em poucos anos chega à nossa cidade. A forma como as nossas emoções nos controlam acabam por interferir na harmonia da família. O mau humor que revelamos no trabalho, podes crer, atrapalha o clima do escritório de alguma maneira. Em outras palavras, a conclusão é simples: influenciamos a vida ao nosso redor – tanto para a evolução quanto para a involução.

     

    O Criador está em toda a sua criação. Para quem não acredita em Deus, basta trocar a palavra “Criador” por “vida”, “natureza”, “universo” ou na força em que cada um acreditar. A vibração que a tudo traz movimento está presente em todos nós. E mais: está presente, também, em todas as coisas e situações. E é por isso que ao irmos a favor da evolução dos demais, estaremos indo a favor de nós mesmos. Precisamos, portanto, ter consciência de que as nossas atitudes contribuem ou atrapalham a evolução do nosso planeta, do nosso país e, certamente, a do nosso vizinho. Fique ciente disso: a forma como sentimos, pensamos, falamos e agimos é sempre nossa responsabilidade. E tem conseqüências diversas, age como uma onda que parte de nós em todas as direções.

     

    Muitas vezes, por força do hábito, costumamos apontar que as soluções (e também as ‘culpas’) estão nos outros, sempre fora de nós. Mas veja que todos temos nossa parte a fazer. Antigamente, a transformação dava-se por meio de guerras, batalhas, revoluções. Hoje, tudo o que mais precisamos é transformar e revolucionar nosso próprio interior. As palavras e os pensamentos precisam ser o foco da nossa constante atenção. Quem é otimista, vai provavelmente atrair coisas boas ou, em última instância, manter o ambiente em sua volta alegre. O contrário, também acontece. Aquele que vibrar dentro do pessimismo interfere na evolução de si próprio e de tudo à sua volta. O preço, no entanto, é caro: ao atrapalhar a evolução dos outros, estará contribuindo para a sua própria involução.

     

    Uma boa dica para empreender isso é estar sempre de olho nas emoções. Normalmente, o nosso desequilíbrio parte de alguma emoção descompensada. Ocorre em função de algo que dispara dentro de nós, sem nem mesmo termos nos dado conta disso. Saber estar presente e estar atento a si mesmo, são boas dicas para conviver e contribuir para a evolução de si e dos demais. Empenhe-se nisso, afinal de contas, estamos todos no mesmo barco!

     

    Daniela Guima é jornalista.



    Escrito por Dani Guima às 16h49
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