Meu Perfil
BRASIL, Mulher



Histórico


    Votação
     Dê uma nota para meu blog


    Outros sites
     Responsabilidade Social.com
     Otimização das Palavras
     Cafôfo da Lulu
     Revelações de minh'Alma!
     Manu e eu


     
    Pra Gente ser Feliz


    Princípio 4: “Harmonia”

     

    Dentro da proposta de apresentar-lhes os 12 Princípios do Bem Viver, chegamos hoje ao quarto deles. O princípio da Harmonia nos entrega o seguinte conhecimento: “As coisas vão bem quando marcham em conjunto, harmoniosamente”.

     

    Como vai sua vida? Essa pergunta será respondida de diversas maneiras. Um executivo anunciará: “Está tudo ótimo. A empresa fechou o ano com balanço positivo”. A mãe dirá: “Graças a Deus, está tudo bem! Todos os meus filhos estão com saúde”. O garotão comemorará: “Melhor impossível. Consegui finalmente comprar o carro dos meus sonhos”. A mocinha exclamará: “Me casei esse ano! Nem acredito!”. O monge agradecerá: “Tenho meditado todos os dias”. A malhadora-viciada-em-academia vibrará: “Minha vida está fantástica! Meu percentual de gordura está em 10%”. Um intelectual, discretamente, se gabará do seu último livro ou do curso de doutorado em que conseguiu ingressar.

     

    Todas essas conquistas são de valor, claro. Não há uma com mais mérito que a outra. No entanto, esse princípio vem mostrar que se estamos dando importância a apenas um de nossos potenciais – e deixamos todos os outros desatendidos – há desequilíbrio. Muitas vezes passamos a valorizar uma parte específica de nós mesmos de forma tal, que chegamos a confundir nossa totalidade com ela. Uma pessoa não é apenas seu emprego, sua conta bancária, sua família, seu carro, sua obra de arte. Não mesmo. Para viver de forma inteira, harmoniosa, é preciso estar com todas as partes atendidas. Não é possível viver apenas para a vida intelectual, e ignorar a importância da família, da saúde física. Todos já sabem no que isso pode resultar.

     

    Existem quatro grandes subgrupos que constituem a Roda da Harmonia: eu mesmo, minha família, meu mundo e o próximo. Esses se subdividem em outros 12 sub-pontos: corpo físico, emoções, mente (pensamentos), força de vontade, pais, companheiro(a), filhos, irmãos, amigos, trabalho, sociedade e natureza. Imagine esses 12 assuntos como se fossem seus 12 filhos. No mundo atual, extremamente voltado para o materialismo, vivemos como pais que dão atenção a apenas dois ou três da ninhada, e ignoram os outros nove ou dez rebentos. Sabemos disso. No fundo, algo sempre nos mostra quando alguma das áreas está desatendida.

     

    Para visualizar isso de forma clara, experimente fazer um exercício. Desenha um círculo e divide-o em quatro partes iguais (com um sinal de + no meio do círculo). Na ponta de cima escreve “eu mesmo”, na da direita “minha família”, na debaixo “o próximo” e na da esquerda “meu mundo”. Agora, do centro da circunferência, ao longo de cada raio, enumera de 0, 10, 20, ..., até 100 (que é o círculo em si). Nesse momento, faça sua auto-avaliação – a mais imparcial e objetiva possível – e atribua notas a si mesmo(a), com relação a cada um dos quatro tópicos. O 100 é a nota máxima, em termos de atenção doada àquele assunto. Num outro momento, experimente fazer o mesmo círculo, desta vez, com os 12 sub-pontos. É ainda mais revelador.

     

    Depois disso, conecta os números marcados entre si, com linhas curvas, procurando formar um círculo. Se não formar um círculo perfeito – que pode permanecer no movimento de rodar tranquilamente, por sua própria força – é porque lhe falta equilíbrio. Isso não quer dizer que seu interesse deve ser de 100. Se conseguir traçar um círculo ao redor dos quatro raios, no ponto 20, já está em equilíbrio. E, à medida que isso acontecer, a escalada para níveis mais altos é algo natural. Desde que contemple todos os pontos de forma consonante.

     

    Ao viver de maneira equilibrada as coisas vão bem. Para alcançar esse estágio, redobre atenções especialmente aos hábitos. Se você só quer saber de trabalhar, trabalhar, trabalhar e não lhe sobra tempo para cuidar de si, de sua família... Desperta! Pois tal característica provavelmente virou hábito. E esse precisa ser desfeito com a construção de um novo comportamento, que demandará tempo, atenção e um exercício de autoconsciência constante. Se você está cansado(a) de ver sua vida escorrendo por entre os dedos, como se não tivesse controle sobre suas próprias emoções e atitudes, anime-se! É possível, sim, vencer a impulsividade que nos leva ao autoboicote: o melhor caminho continua a ser o do autoconhecimento. Acredite e pratique!

     

    Daniela Guima é jornalista.

    (Se quiser ter acesso aos textos originais que ensinam os 12 princípios, escreva para daniela.guima@gmail.com).



    Escrito por Dani Guima às 18h02
    [] [envie esta mensagem] []




    [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]