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    Por um pouco mais de histeria no mundo...



    Acabei de assistir o filme Histeria. Fitinha divertida e reveladora!

    Algumas pessoas podem assisti-la e não terem a menor ideia do porquê me tocou tão fundo. 

    Explico: nesse mundo cheio de regras para que alguém seja admirado ou aceito, uma pitada de histeria pode ser tudo que uma pessoa precisa para se reconectar com sua fonte interior e verdadeira. E esse filme, justamente, abriu meus olhos para isso.

    A sensibilidade extremada, durante anos, recebeu esse rótulo de histeria, especialmente em mulheres com desejos e vontades abafadas pelas regras da dita sociedade civilizada. Assim, pouco a pouco, tratamentos, remédios, convenções e rótulos foram minando e destituindo de poder a "mulher selvagem", ou o "homem selvagem" que existe em cada uma/um de nós. 

    Quando digo selvagem, o faço no melhor sentido de conexão plena com nosso ser, com nossas verdades, intuições e desejos mais profundos.

    A intensidade do sentir, durante os últimos tempos, tem sido sistematicamente calada em mim. Por uma necessidade, talvez, de "não perder o controle", de "me anestesiar", de ser "socialmente aceita", de me "encaixar nos padrões" e me sentir "segura". Tudo escrito "assim", entre aspas mesmo, pois não passam de ilusão...

    Essa sensibilidade que, durante anos, vem sendo amordaçada, por - de fato - ter alguns efeitos potencialmente devastadores, tem - sim - um lado-luz. E agora estou determinada a resgatá-la. A inventá-la. A criá-la, se preciso for...

    A racionalidade, tão supervalorizada nos dias atuais, vem espremendo o lugar das emoções, confinando-as em um espaço bem pequenininho, discreto e silencioso. Não pode aparecer demais, não pode incomodar demais, não pode chamar tanta atenção e, muito menos, sair do quadradinho-devidamente-prescrito-e-recomendado!

    O sentir que dói, mas que também impulsiona, cura e transforma ficou restrito a uma gaveta de remendos velhos e intraduzíveis, roubados da chance de reluzir o brilho do Sol, jogando luz em partes ainda-obscurecidas do meu ser.

    Era tudo tão intenso, que desejei, por um tempo, parar de sentir. O sentir doía por demais, era difícil de processar, de enlatar, de calar e viver de forma prática. Atuar desse jeito foi bom. Foi confortável. E, confesso, menos cansativo. Porém, paguei um preço bem caro.

    Nesse novo modo, fui parando de viver meu eu, meu desejo, meu fogo e brilho naturais. A vida ficou prática. Apagada. Fria. Inerte. Medida. Fast-food. Opaca. Rasa. Sintomática. 

    Até parei de escrever... 

    Ainda sinto medo de me conectar com toda a minha intensidade. Não sei bem o que fazer com toda ela. Por vezes, é GRANDE demais para mim. GIGANTE ao ponto de me engolir.

    Como fazê-la benéfica, leve, e livre das zonas estéreis das lamentações? Como dar sentido proveitoso e prazeroso à locomotiva das emoções? Como vivê-la a meu favor, de forma saudável e criativa? Como deixá-la me atravessar sem me destruir? Como senti-la com inteireza e gratidão?

    Perguntas sem respostas. E que, mesmo assim, não conseguem mais ficar caladas e sem voz. Perguntas que precisam de um púlpito para se lançarem no ar, se exporem e darem a cara a tapa.

    Que bom abrir as portas para mim mesma novamente, e tornar à casa. 
    Que bom estar de volta...

    Mesmo sem saber ou entender o que me espera no surpreendente jogo do sentir... quero estar em queda livre, livre de tarefas e receitas prontas.



    Escrito por Dani Guima às 12h44
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